sábado, 7 de dezembro de 2013

CANTAREI PARA SEMPRE O AMOR DO SENHOR Salmos 89:1

               Agora eu era uma serva do Senhor. De Curitiba para o Rio de janeiro, louvando ao meu Senhor nas tendas, e testemunhando o amor de Deus através da minha vida.
                A Obra da Cruzada se  espalhando nos bairros do Rio. O Pastor Joaquim Pedro dos Santos Ele era negro e carinhosamente chamado de" Diamante Negro" havia armado uma tenda em Vaz Lobo , pastor Júlio e eu fomos ajuda-lo. Foi uma grande benção, mas depois de alguns meses essa tenda foi para JUIZ DE FORA, em Minas Gerais. O povo dessa obra foi transferido para um salão  alugado em Vicente de Carvalho, e o Pastor Júlio ficou pastoriando era 1956. E pela primeira vez conseguimos alugar um quarto,cozinha e banheiro, ao pé do morro de Vaz Lobo. onde estava a tenda.
                  Quando íamos para a tenda. tínhamos que prestar atenção  para não pisar sobre os despachos. velas acesas. galinhas pretas das macumbas. Estas coisas são comuns no Rio de Janeiro   quando olhávamos para cima, avistava todas as casinhas da favela no morro. Muitas vezes havia brigas e até tiros. Mas dávamos graças a Deus por aquele cantinho para morar.
                 
                  Estava muito difícil, porque o pastor Júlio nessa mesma época foi eleito Secretario do Conselho Nacional de Diretores da nossa sede em São Paulo, e todos os meses havia reunião e ele tinha que comparecer.

                   Alguns meses depois, fomos Visitar a tenda de Juiz de Fora, estava uma bençào, onde estava Pastor Joaquim "O DIAMANTE NEGRO" E tive o previlégio de cantar um hino. " Manso e Suave  Jesus esta chamando"  e também um dueto com o Pastor Ivan de Oliveira. Um moço foi para frente chorando e aceitou  Jesus ouvindo esse hino " Manso e Suave" Foi o primeiro hino que aprendi com o Pastor Júlio Roza.       

      PASTORA OROTILDES E PÁST. IVAN DE OLIVEIRA

                    Ao fundo Past. JULIO ROZA  RIO DE JANEIRO 1956                                                                                    

  

                                                                                     

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

REV. HAROLDO WILLIANS FOI VISITAR A OBRA NO RIO DE JANEIRO 1956.


                      Em Bangú foi alugado uma casa bem simples de madeira. Todos os obreiros , e pastores casados, solteiros todos juntos e misturados foram morar nessa casa. Era como uma república. Havia só um banheiro, dois quartos sala e cozinha. Uma obreira cozinheira cozinhava para nós.O pastor Geraldino e esposa dormiam em um quarto, pastor Júlio e eu no outro. Os demais obreiros se espalhavam como podiam com colchonetes pela sala, cozinha e até na banheira.  

                        Certo dia o presidente Nascional  quis ver o que estávamos fazendo e como estava a obra no Rio de Janeiro. Ficamos sem geito porque não tínhamos condição de hospeda-lo em um hotel. Então o recebemos em nossa republica. Ele também era um servo de Deus treinado, e enfrentava qualquer situação. Eu e meu   marido tínhamos um bom colchão de espuma e um par de travesseiro que ganhamos em São Paulo em nosso casamento. Era um colchão muito confortável. de inicio dormíamos no chão. Mas naquele dia especial estávamos recebendo o Presidente. Então conseguimos uma cama, demos uma boa ajeitada no quarto o quarto ficou até bonitinho e esse era o quarto do Presidente.

                         A noite depois da reunião na tenda, fomos para a casa, comemos alguma coisa, e na hora de dormir conversa vai e conversa vem, mas nós queríamos que o Rev. Willians  dissesse boa noite e fechasse a porta do quarto, para cada um de nós se ajeitar com podia.
                          Mas ele dizia aonde vocês vão dormir? Ele estava preocupado. Nós dizia-mos não se preocupe pastor  já esta tudo certo! Até que nos despedimos e ele fechou a porta.
                           Então cada um pegou um colchonete para se ajeitar como pudesse. O Pastor Geraldino e D. Edite sua esposa, meu marido e eu dormimos no mesmo quarto naquela noite, também no chão.
                            Obra no Rio não foi facil. Enfrentamos momentos difíceis e suficiente para desanimar. Pessoas estranhas cada um tinha uma maneira, seus hábitos . Voçê ja imaginou conviver com pessoas desconhecidas, embora com o mesmo objetivo de trabalhar para Jesus. Mas tínhamos que nos ajustar apesar de alguns choques de relacionamentos
                            
                            MAS A GRAÇA DO SENHOR ESTAVA SOBRE NÓS.

domingo, 1 de dezembro de 2013

AS PRIMEIRAS PROVAÇÕES EM "RIO DE JANEIRO" em 1956.

                 A obra da CRUZADA NACIONAL DE EVANGELIZAÇÃO, estava começando no Rio de Janeiro em 1956, numa grande tenda de lona em BANGÚ, com direção do Rev. Geraldino dos Santos e o auxilio  de um casal de pastores que moravam naquele bairro, pastor Francisco Suhett e sua esposa Maria Suhett e quatro filhos adolescentes. Hoje todos pastores abençoados e lideres da nossa igreja no Rio de Janeiro. Seus pais já estão na glória com Jesus.

                 Havia muitos obreiros pastores  ajudando a obra no Rio, inclusive Pastor Júlio que de Curitiba, também foi para lá. Somente foi a São Paulo para o nosso casamento. 
                  Então eu agora sendo sua esposa, chamada por Jesus deveria acompanha-lo, aonde meu marido fosse, então mãos a obra. A obra estava se espalhando no RIO de janeiro.
                  Estivemos auxiliando em Vicente de Carvalho, Vaz Lobo, Campo Grande e Santa Cruz. eram sempre três reuniões por dia com mais ou menos duas mil pessoas! Muitas vezes havia tumultos, provocados por grupos de rapazes desordeiros. Eles nos chamavam de os "ALELUIAS" BÍBLIAS, FALSOS PROFETAS, ENGANADORES! Certo dia eu e o pastor Júlio estávamos dentro de um ônibus no ponto final e um desses grupos balançavam o ônibus e gritando " falsos profetas" isso depois do culto á noite estávamos voltando para casa.
                    
                    Outra noite em Campo Grande no Rio, outro grupo sendo alguns filhos de oficiais do Exército, se organizaram para perturbar e atrapalhar a reunião na tenda. Havia mais ou menos cerca de três mil pessoas ouvindo a Palavra de Deus. E eram mais ou menos cinqüenta elementos que se colocaram ao redor do povo. Enquanto alguns gritavam:- " falsos profetas" - Quando todos olhavam naquela direção , outros gritavam "ladrões" e outras coisas! 
                     Isso estava acontecendo por varias noites e o Pastor aconselhava-os que não continuassem a fazer isso, e orava por eles. Mas até  que uma noite na totalidade de três mil pessoas cansadas dessas ofensas, se levantaram para pega-los! Contudo o pastor prevendo o que aconteceria, com autoridade impediu que o povo se movesse dos seus lugares. E orando, e entregando aqueles rapazes nas mãos de Deus. O bando ficaram assustados e não voltaram mais! Alguns  dias depois, soubemos que o líder da turma de arruaceiros,  teve um enfarte  e morreu no meio do campo de futebol, onde eles treinavam. Assim, acabou aquela perturbação. E alguns deles voltaram, mas para ouvir a  Palavra de Deus, e se entregaram á Jesus!  Amem!!!



                  

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

MEU CASAMENTO EM SÃO PAULO

                         17 DE MARÇO DE 1956  MEU CASAMENTO EM SÃO PAULO

                          Eu estava com apenas sete meses de conversão, quando me casei com o pastor Júlio Roza. Casamos no civil pela manhã. Á tarde, foi na igreja sede, o Rev. Harold Willians oficiou a cerimônia. Ele era o presidente nacional da I.E.Q. no Brasil, e pastor titular na sede em São Paulo.

                           Foi um casamento simples, sem festa, ninguém da minha familia pôde vir, mas a familia do pastor Júlio, seus pais, Seus irmãos Odete e esposo, pastor Pedro e sua esposa e como não poderia faltar lá estavam seus dois filhos, Sueli e Tércio, tão pequenos ainda!.

                            NA POSTAGEM  INTITULADA " O casamento na Tenda" Eu fiz um comentário sobre o Casamento da Odete irmã do pastor. Eu estava no meio do povo naquele dia, e admirei e achei muito lindo o vestido da noiva e pensei:- Se um dia eu casar eu gostaria de um vestido igual a esse , ninguém me conhecia. Pois acreditem foi com aquele vestido, que eu me casei, o qual ela me emprestou. Era exatamente o meu manequim!

                              Não houve dia da noiva, nem salão de beleza simplesmente me arrumei sozinha.O pastor ofereceu um modesto bufê de salgados e doces para os padrinhos e familiares. Esta é a história do meu casamento, muito abençoado por Deus.

                               Á você  quer saber da " Lua de mel?" Naquela mesma noite, logo após o casamento, viajamos de ônibus para Rio de Janeiro, pela primeira vez juntos. Fomos hospedados no PALACETE HOTEL, cuja diária era muito alta, por isso só pudemos ficar uma noite. Se ficássemos mais, com certeza teríamos que pagar a conta lavanda louça do hotel. Mas meu marido, queria me oferecer o melhor, pelo menos por uma noite! E assim o fez com muito amor! Fiquei muito feliz!
                 

   NOSSOS PADRINHOS AO MEU LADO Rev. Jacób Miscolty e esposa. No lado do Pastor 
   Rev. Carlos Borsoi e esposa . no centro Rev. Harold Willians e espora Mary Willians .
    Igreja sede em São Paulo 17 de Março de 1956.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

EM FEVEREIRO DE 1956 "MINHA PRIMEIRA VIAGEM"

                  Depois de muita oração não houve outro geito, viajei para São Paulo. Com um nó na garganta, eu sentia as lágrimas escorrendo pelo meu rosto, pois estava ainda muito assustada! com 21 anos, eu era uma jovem que nunca saíra de sua cidade, nem do seu bairro, e nunca afastara de sua família .Agora, lá estava eu dentro de um avião, com apenas uma mala, rumo ao desconhecido, para São Paulo! Confiando sómente no Senhor. Ainda bem, que o irmão do Pastor Júlio, o Pastor Pedro Rosa, me acompanhava!

                   Tudo era muito estranho para mim! Só me concentrava em Jesus, com muito medo, eu olhava aquele avião era um avião pequeno  com medo que caísse ! - Eu pensava na minha família  quando me despedi em Curitiba, meu pai, minhas tias meus irmãos, ficaram sem nenhuma ação, sem saber o que fazer, porque esta era a vontade de Deus. Parecia que eu estava anestesiada! Não podia intender muitas coisas, mas eu tinha certeza; eu estava segura nas mãos de Deus, e que Ele tinha um propósito, em tudo isso comigo!- Eu confiava nesse Deus maravilhoso! Minha família aceitara tudo, mas Claro, com muita tristeza. 

                      Eu me sentia como Abraão, quando deixou os seus parentes, e foi para uma terra desconhecida, muito longe da sua terra natal! Só por Jesus  mesmo. Minha familia não tinha dinheiro nem para minha passagem. O pastor Júlio mandou o dinheiro, e me orientou por carta como fazer e recomendou seu irmão para me acompanhar.QUE ALIVIO! Chegamos em São Paulo.

                       Cheguei um pouco atordoada por causa dos solavancos da viagem! Mas lá estava o meu noivo a minha espera no aeroporto! Naquela época uma moça de familia não era bem vista  sair de casa antes de casar. Muitas pessoas até alguns familiares se escandalizaram e surgiram boatos de que uma bailarina virara a cabeça do pastor. Não foi fácil enfrentar estas coisas maléficas. Existem coisas que só Deus e nós entendemos. Quando eu não era convertida se eu quisesse podia até seguir pelo mau caminho! Tive muitas oportunidades bem atraentes! Vi muitas coisas contudo, aprendi a separar as coisas certas das erradas.
                         Quando viajei para São Paulo foi a fim de me casar, e fiquei hospedada um mês na Casa do Rev Geraldino dos Santos e sua esposa Dona Edite. Mesmo longe dos meus familiares para me vigiar e cuidar ! Eu sabia que Deus me ouvia  e via tudo o que eu fazia de certo ou errado.
                          Mesmo eu estando em São Paulo eu estava só! Porque o pastor Júlio ja estava ajudando na Abertura do Rio de Janeiro . Nossa comunicação era por cartas. 
                         PRÓXIMA POSTAGEM  "  Convido todos para meu  casamento"






sexta-feira, 8 de novembro de 2013

21 de janeiro de 1956 " GRANDE SUSTO"

                 Era 21 de Janeiro de 1956, recebi uma carta que muito me assustou. Ele dizia:- Que não poderia esperar mais, e que seria melhor casarmos em São Paulo. Levei um choque, porque nunca havia saído de casa, nunca havia viajado! Ele explicava os motivos, era impossível deixar a obra, e ele estava precisando da minha ajuda, estava dormindo na própria tenda. Ele juntava dois bancos, e colocava um "colchonete"  para dormir.Ele mesmo estava lavando suas roupas.

                   Esta noticia causou uma verdadeira revolução em minha casa! Meu pai não era convertido, e claro não deixaria sua filha sair de casa, praticamente, com um homem estranho, embora fosse um missionário . Minhas tias e meus irmãos, já haviam aceitado Jesus, mas mesmo assim, era difícil eles entenderem.

                     Eu era quem cuidava da casa, dos meus irmãos, mesmo do meu pai, e da tia Dorva, que não podia andar por causa da paralisia. Eu tomava todas as decisões da casa, embora meus irmãos tivessem 17 anos e o outro 18. Foi muito difícil . Eu já estava quase desistindo. Tomei uma decisão! Conversar com a mãe dele. Dona Emília Rosa. Fui até a casa dela ela ouviu  leitura da carta, e derrepente ela se arrumou depressa, e me acompanhou até  minha casa, no outro lado da cidade, o Bacachei, enquanto ela morava no bairro do Portão

                      Reuniu toda minha família, tipo uma mesa redonda, e explicou o plano de Deus para, aqueles que Ele escolhe! Mostrou que eu havia sido uma dessas pessoas escolhidas! e que não nos assustássemos , nem minha família e nem eu. Tudo isso, era Jesus que estava preparando, e quando 
ele chama e nos escolhe, devemos obedecer, mesmo que pareça loucura.

                      Disse que eu não deveria temer, porque o pastor Júlio era dirigido pelo Espirito de Deus
e que nada de mal me aconteceria. e nem á minha familia porque Deus tem prazer em cuidar  de seus filhos, que o obedecem. inclusive, o pastor Júlio havia conversado com o pastor Geraldino dos Santos e sua esposa Edite, esse pastor era membro do Conselho Nascional de nossa igreja. Eu ficaria na casa deles até o nosso casamento.
                        Que prova difícil! Não foi facil , precisei de muita oração, discernimento  e direção do Senhor.  
                         Creio que minhas tias ja estavam arrependidas de me levarem  um dia na Tenda.









                            
    







                       
























sexta-feira, 1 de novembro de 2013

O DIA DO SIM! DIA 29 de NOVEMBRO DE 1955

                      O que aconteceu? a primeira coisa que fizemos naquele dia, foi tirar uma foto. Ele queria uma foto minha, e eu também queria uma foto dele. Ele me presenteou com uma linda pasta, para carregar o material do programa VISITA AO SEU LAR! Na pasta colocou uma placa de platina com o meu.  nome gravado, e a data do sim! 29/11/1955.  Tenho essa placa guardada até hoje. 

                        Depois levou-me até a sua casa, para eu conhecer seus pais e seus dois filhinhos.
Eu estava bem assustada com medo que seus pais não fosse com a minha cara, e as crianças será que iriam me aceitar? eu estava apavorada! Mas graças a Deus fui bem recebida, a Sueli tinha três anos ja veio no meu colo sorrindo, me chamando de mamãe.

                         Tudo ia acontecendo depressa, depois do dia 4 de Dezembro na outra semana ele viajou para S. Paulo. Não havia tempo para namoro! Isso aconteceu somente através de cartas.Lindas cartas . Ele me escrevia contando tudo que estava acontecendo, as Maravilhas que Deus estava operando em São Paulo! Também me aconselhava como proceder de agora em diante! Dizia que o meu testemunho de vida cristã diante das pessoas, fosse uma bençào! E que eu me preparasse para ser sua esposa, orasse muito, lesse a Bíblia, participasse dos cultos e da Escola Bíblica, pois eu seria uma missionária junto com ele. Enfim, eu entendia que ele iria precisar muito de mim!

                        Insistia sempre dizendo:- " Cuide da sua fé, do seu testemunho pessoal, e não queira mal quem a ofenda, trate bem a todos, mesmo que sejam inimigos, sem contudo, misturar-se com os tais. Eu recebia dele, pelo menos duas ou três cartas na semana. assim ele me pastoreava e me ajudava espiritualmente. me animava a continuar firme nesta caminhada de fé. Eram cartas de incentivo  me dando força espiritual, orientação. e ao mesmo tempo, cartas cheias de amor, muito carinho e respeito.
                          E eu ficava encantada com suas cartas, que guardo com carinho, algumas delas! Era muito difícil para ele, estar indo e voltando de São Paulo para Curitiba. O primeiro problema, era a falta de dinheiro. As viagens de ônibus naqueles dias eram longas e cansativas, não havia estradas asfaltadas, era muita poeira cerca de 14 horas de viagem  isso quando o ônibus  não quebrava.
                          Mais rápida seria de avião, mais era o custo seria muito mais alto. Contudo, ele  veio passar o Natal de 1955, com seus pais e com os filhos e agora "Logicamente " comigo. Apenas quatro dias e teve que voltar para S.P.  E eu ajudava na livraria da igreja, e continuávamos a nos comunicar através de cartas.
                                                   AAAAMMMMEEEEMMMM.